Antes de abordar o tema da Nutrição e em especial a “Mal
(Má) Nutrição”, e suas patologias associadas, penso ser interessante esclarecer
o porquê de uma alimentação saudável e o que podemos entender como saudável!
Tipos de alimentos, diferenças entre eles, nutrientes e
necessidades energéticas.
O nosso organismo, sendo Vivo, só se mantém se dispuser de
Energia. Nos mamíferos e em especifico no ser humano, a alimentação é a fonte
do combustível usado para a obtenção das energias necessárias à manutenção da
vida (metabolismo basal) bem como para todas as suas actividades.
Para a Medicina Chinesa a Energia Vital é de forma popular
designada por QI, e para a Alopatia de A.T.P. que é fabricada pela Mitocôndria, organela celular e que juntamente com Ca, Mg
e outros electrólitos fornecem trabalho para todas as funções do Organismo.
Na M. Chinesa as substâncias vitais são: QI, Essência Jing, Sangue, Fluidos
Corporais e Shen (Mente, Espírito), portanto um pouco mais complexo mas faz
toda a diferença, como durante esta viagem veremos.
As necessidades energéticas são diferentes de indivíduo para
indivíduo e de difícil cálculo pois dependem de uma multiplicidade de factores,
como a idade, sexo, atividade, raça, tipo de exercício, de locomoção etc.
A energia provém dos alimentos (proteínas, gorduras,
hidratos de carbono) que com o oxigénio chegam às células pela circulação
sanguínea.
De acordo com a termodinâmica, “a ingestão calórica correta
deverá ser igual à energia gasta com as funções metabólicas, mais a energia de
reserva”.
Os gastos energéticos em 24 horas dividem-se em três
componentes básicos:
Metabolismo Basal, energia gasta com a absorção, digestão e
metabolismo dos alimentos (denominada de “efeito térmico da alimentação”) sua
eliminação e energia gasta com a atividade física.
O Metabolismo Basal, consome cerca de 60 a 70% do total de energia
disponível ou seja, Metabolismo Basal significa manutenção da vida do
organismo, isto nas suas necessidades mínimas e necessárias como por exemplo
para dormir…
A M. Chinesa considera a digestão, o 1º passo para a formação de energias,
sendo um processo físico e mental, facilmente aceitável por todos.
Devemos também
rever conceitos sobre uma alimentação saudável, que de forma segura podemos
caracterizar como devendo ser variada e adequada às necessidades individuais no
fornecimento energético e nutrimentos essenciais, como frutos, vegetais, grãos
de cereais, acompanhados de pequenas quantidades diárias de carne, peixe e ovo.
Podemos considerar o exposto como uma visão simplista, e realçar a necessidade
de estarmos vigilantes perante a Industrialização alimentar e sua consequente
indução a uma Má Nutrição, pela utilização abusiva e indiferentes à saúde, de
químicos conservantes e técnicas de acondicionamento e distribuição precárias e
de custos reduzidos visando tão somente Lucros.
Alimento é toda a substância complexa usada para nutrir os
seres vivos.
Nutriente será toda a substância indispensável à vida e que o organismo não
pode sintetizar, tendo que ser ingerido normalmente veiculado aos alimentos,
como aminoácidos, ácidos gordos essências e sais minerais.
Conceptualmente a Alimentação Saudável está classificada em seis grandes grupos
de alimentos, convém aqui lembrar que somos Humanos Omnívoros! E assim:
Grupo I – Leite e derivados
(quando lemos Leite não devemos obrigatoriamente e por cultura imposta ler
leite de vaca e sim LEITE! Podendo ser de soja, Arroz, Amêndoas, nozes e outros
bem como os seus derivados. Falaremos um pouco mais quando o tema for Leite de
Vaca.).
Grupo II – Carne, peixe, ovos, mariscos, todos
de origem animal ricos em proteínas.
Grupo III – Alimentos animais e vegetais de
alta concentração de gorduras e desprovidos de proteínas ( óleos e banhas).
Grupo IV – Alimentos vegetais secos (cereais,
leguminosas secas, açucares e cacau), ricos em hidratos de carbono mas sem
Vitamina C.
Grupo V – Alimentos vegetais( hortícolas,
batata, frutos,) com quantidades médias de hidratos de carbono mas ricos em
Vitamina C.
Grupo VI – Água e bebidas alcoólicas e não
alcoólicas.
Actualmente adoptou-se como regime alimentar mais correcto aquele a que se
chamou de “Alimentação Mediterrânica” por estatísticas realizadas onde ficou
evidenciado que os indivíduos que viviam à beira do Mediterrâneo quando
comparados com os do norte da Europa e Estados Unidos da América,tinham menor
incidência de patologias crónicas de forma geral e em particular cárdio
vasculares, daí Keys (pesquisador responsável e autoria) ter estabelecido as
seguintes características para este regime:
I – Rica em alimentos vegetais, frescos (hortícolas) cereais
pouco polidos.
II – Rica em frutos variados e coloridos.
III – Rica em gordura total mas com consumo elevado de azeite,
preferencialmente com menor grau de acidez possível.
IV – Pequeno consumo de carne mas elevada ingestão de Peixe.
V – Consumo moderado de vinho tinto.
* Muita água entre as refeições. Sendo a regra nutricional de 30ml / kg peso/
dia,
Indústria Alimentar também se adaptou e em resposta, à maior procura de
alimentos ditos mais saudáveis como carnes brancas aumentando a criação aviaria
de suínos e de peixes em aquacultura com as devidas manipulações genética, uso
de químicos, antibióticos e harmónios de crescimento (como as I.G.F.), tudo o
que para nós nos pode provocar doenças letais, como o Câncer e modificações da
libido, dentre outras.
Já para a Medicina Chinesa considera-se mais importante para a escolha de
alimentos, o indivíduo em si e o seu perfil bio energético e sua constituição;
a mistura de alimentos é levada muito a rigor e condicionada à sua carga
energética também e riqueza em Yin e Yang, daí a terminologia e classificação
que aqui entra por complemento.
Quanto à Temperatura (capacidade de produzir Calor):
Alimentos quentes – Pimenta Preta, manteiga, gordura de Galinha, chocolate,
café, arroz estaladiço, caril, pimento picante, cordeiro, cebola, manteiga de
amendoim, sementes de sésamo, peixe fumado, truta e uísque.
Alimentos mornos – Carne de vaca, açúcar amarelo, queijo, castanha, carne de
galinha, gema de ovo, tâmara, alho, gengibre, pimenta verde, presunto, alho
francês, aveia, pêssego, romã, batata, carne de peru, nabo, nozes, vinagre,
vinho.
Alimentos neutros – feijão azuki, damasco, beterraba, chá preto, pão,
feijão-verde, arroz integral, couves, cenouras, couve-flor, cerejas, grão de
bico, clara de ovo, uvas, mel, água quente, feijão comum, leite soja, ostras,
amendoim, ervilhas, ameixa, carne de porco, uvas secas, salmão, açúcar, batata
doce.
Alimentos frescos – Amêndoa, maçã, espargos, cevada, brócolos, aipo, chicória,
milho, peixe, cogumelos, manga, feijão-verde asiático, laranjas, peras, ananás,
rabanete, ruibarbo, sal, algas, espinafre, morango, tangerina, melancia, trigo,
arroz selvagem.
Alimentos frios – Banana, rebentos de feijão, pepino, pato, toranja, chá-verde,
alface, sorvete (gelado), mexilhão, hortelã-pimenta, tofu, tomate, melancia,
iogurte.
Quanto ao Sabor (órgãos associados)
Amargo (Coração e Intestino Delgado – fogo):
Alfafa, espargos, cerveja, brócolos, chicória, aipo, casca de toranja, café,
alface, rabanete, folha de groselha, chá, nabo, vinagre, agrião.
Doce (Estômago e Baço - Terra):
Feijão azuki, maçã, damasco, cevada, carne de vaca, beterraba, couve, cenoura,
aipo, queijo, cerejas, galinha, grão-de-bico, abobrinha, milho, pepino,
tâmaras, uvas, toranja, mel, feijão comum, cordeiro, alface, malte, tangerina,
cogumelos, laranja, leites, aveia, pêssego, amendoim, pêra, ananás, ameixa,
carne de porco, batata, rabanete, groselha, arroz, espinafre, morango, açúcar,
tomate, nozes, trigo, vinho.
Acre (Pulmão e Intestino Grosso – metal):
Pimenta preta, pimenta de Cayenne, chilli, cravo, cominho, alho, pimentos
verdes, rábano, alho francês, manjerona, menta, mostarda, noz moscada, hortelã
pimenta, rabanete, rosmaninho, óleo de soja, nabo, agrião, gérmen de trigo,
vinho.
Salgado (Rim e Bexiga – Água):
Cevada, caranguejo, pato, alho, presunto, soda extraída de algas marinhas,
lagosta, milhete, mexilhão, ostra, carne de porco, sal, sardinhas, algas.
Ácido (Fígado e Vesícula Biliar – Madeira):
Feijão azuki, maçã, damasco, amoras, groselha negra, queijo, maçã azeda
(reineta), groselha, uvas, toranja, vegetais de folha verde, limão, tangerina,
manga, azeitona, pêssego, pêra, ananás, ameixa, romã, framboesa, ameixa ácida,
morango, tomate, truta, mandarina, vinagre.
Para a nossa cultura de terapeutas apoiados na sabedoria chinesa, a rejeição ou
afenidade com determinados sabores dão-nos indicações precisas e preciosas de
transtornos do QI, como por exemplo os sabores ácido, amargo, e salgado têm um
efeito mais YIN, interno e descendente (fazem movimentar o Qi para baixo), os
sabores doce, acre, neutro, têm um efeito mais Yang, com direcção ao exterior.
Devemos entender que a Medicina Chinesa valoriza mais a acção preventiva
contrariamente à alopática que é intervencionista e curativa pelos sinais e
sintomas de patologias já instaladas, favorecendo a filosofia de ganhos
materiais e não a Saúde e o bem-estar.
Nesta linha de raciocínio (M.C.), os factores patogénicos
(antígenos e agressores externos “not self”) perdem importância perante os
factores de defesa anti-patogénicos, isto porque um corpo saudável, em perfeita
harmonia (Eutonia) e Homeostasia, perante os aspectos multifactoriais que nos
influenciam, terá a sua barreira defensiva em condições de resistir às
agressões exógenas e endógenas naturais, não induzidas por traumatismos.
Para esta medicina são considerados seis factores exógenos (do exterior) e sete
endógenos (do interior, próprios ao organismo) capazes de provocar doença
quando as defesas não estão energeticamente bem constituídas, são:
Exógenos – Vento, Frio, Calor de Verão, Humidade, Secura,
Calor (fogo, calor moderado).
Endógenos – são as emoções como, Alegria, Tristeza, Melancolia, Medo, Apreensão
excessiva, Raiva, Meditação.
Todos estes factores se mantidos por tempo indeterminado causarão forçosamente
doença.
Na teoria dos Órgãos Zang-Fu, as emoções estão ligadas intimamente a órgãos
específicos como por exemplo, a raiva prejudica o fígado e se excessiva
prejudica toda a função digestiva, bem como a tristeza que pode provocar
alterações no Baço e Estômago, prejudicando e causando doenças digestivas e
perturbações no transporte , armazenamento e transformação dos alimentos em
Energias Vitais.
Após estas considerações e teorias sobre alimentos, nutriente, energias e
factores desencadeantes de doença, penso ser ainda oportuno e importante
falarmos um pouco sobre Imunonutrição, em específico sobre vitaminas e
aminoácidos e a sua importância no organismo.
Nos últimos tempos (décadas) assistimos a um crescimento na
investigação de nutrientes que fossem capazes ou estivessem de alguma forma
relacionados com as defesas imunológicas, na sua estimulação ou inibição,
estudando as respostas metabólicas ao uso destes nutrientes frente às agressões
comuns.
Ficaram realçadas as propriedades de algumas substâncias que destaco, como a
Glutamina, a Arginina, Ácidos gordos ómega 3, Nucleótidos, Vitamina C,
Antioxidantes em geral, Magnésio, Cálcio, Prolinas, dentre outros.
A Glutamina (L-Glutamina) ou ácido glutâmico ou glutamato é um dos aminoácidos
codificados pela genética, sendo portanto um dos componentes das proteínas dos
seres vivos.
É um aminoácido não essencial mais abundante no organismo e
constitui o principal combustível do Enterócito, sendo um percursor do glutatião
no intestino, mantendo a estrutura e função intestinal,evitando atrofias,
pólipos e diminuindo a translocação de vírus e bactérias no intestino, estimula
ainda de forma eficaz o sistema imune (lembremos de temas anteriores que o
intestino grosso é responsável por cerca de 80% da nossa resposta imunológica).
O sistema gastrointestinal é reconhecido como um dos maiores
consumidores de glutamina, usando cerca de 40 % de toda glutamina do corpo.
Ela é um dos factores principais da estimulação da actividade
fagocitária e da produção de citoquinas pelas células (Natural Killer) uma das
especialistas do grupo linfócitário, células especializadíssimas em “matar”
tudo o que não é próprio e foi identificado como sendo para eliminar, pelas
células para isso formadas, “ o sistema Imunológico é lindíssimo na sua
complexidade”.
Está também abundantemente distribuída no tecido muscular e é literalmente
queimada durante períodos de ansiedade, depressão ou outros distúrbios
emocionais ou após actividades físicas muito rigorosas. Este esgotamento poder
causar perda muscular e as consequentes anomalias na sua fisiologia
(contracturas, cãibras etc.) e uma baixa na função imunológica.
Para não tornar o assunto cansativo vamos apenas resumir (se algum leitor amigo
desejar aprofundar pode sempre escrever-me que terei o maior gosto em tentar
colaborar).
L-Arginina é um potente estimulante da secreção da hormona do crescimento
(somatropina) atávés da estimulação da hipófise, prolactina, insulina e
Glucagom (glucagina) hormona segregada pelas células alfa dos ilhéus de
Langerhans do pâncreas que aumenta a glicemia.
A sua acção é antagonista da insulina,
É também um percursor do óxido nítrico (O óxido nítrico
(também conhecido por monóxido de nitrogénio e monóxido de azoto), de fórmula
química NO, é um gás solúvel, altamente lipofílico sintetizado pelas células
endoteliais, macrófagos e certo grupo de neurónios do cérebro. É um importante
sinalizador intracelular e extra-celular, e actua induzindo a guanil ciclase,
que produz guanosina mono-fosfato cíclico (GMP) que tem entre outros efeitos o
relaxamento do músculo liso o que provoca, como acções biológicas, a vaso e a
bronco dilatação, estimula várias funções imunes a nível intestinal,
sistémico(mostrou importantes propriedades anti cancerígenas e
hepatoprotetoras. Tem também importância crítica na fertilidade masculina), e
melhora a cicatrização de feridas.
Nucleótidos melhoram a resposta imunológicae a resistência às infecções,
diminuem a atrofia da mucosa intestinal mantendo a sua estrutura e funções. São
compostos ricos em energia e que auxiliam os processos metabólicos na maioria
das células.
Ácidos Gordos ómega3 diminuem a resposta inflamatória, estimulam a imunidade
mediada pelas células, reduzem a incidência de infecções.
Antioxidantes como vitamina C, E, ß caroteno e o selénio, bloqueiam o efeito
danoso dos radicais livres. O termo antioxidante significa "que impede a
oxidação de outras substâncias químicas", que ocorrem nas reacções
metabólicas ou por factores exógenos como as radiações ionizantes. As pesquisas
tentam explicar os benefícios dos antioxidantes nas enfermidades
cardiovasculares, em numerosos tipos de câncer, na sida e em processos
associados com o envelhecimento, como das cataratas, Doença de Alzheimer e
outras alterações do sistema nervoso.
Sabe-se que os organismos vivos já não produzem Vitamina C, de nome cientifico
“ ácido ascórbico”( ascorbato, quando na forma ionizada), e que ela é
fundamental no papel da Neutralização dos Radicais Livres de Oxigénio,
impedindo a lesão celular e assim ajuda a prevenir e a evitar o aparecimento do
Cancro, das Doenças Cardiovasculares, de Cataratas, Diabetes e outras. Uma das
suas funções principais é a hidroxilação do colágeno, a proteína fibrilar que dá
resistência aos ossos, dentes, tendões e paredes dos vasos sanguíneos.
É também usado na síntese de algumas moléculas que servem
como hormonas ou neurotransmissores.
Cálcio e Magnésio – O cálcio e o magnésio são minerais
simples, sendo o magnésio um metal alcalino terroso encontrado em 3 formas nos
fluidos:Ionizado, complexado e ligado a proteínas, o seu equilíbrio ósseo
(maior parte do Mg++) ocorre lentamente (podendo levar até meses), portanto a
concentração sérica de Mg depende principalmente da absorção intestinal e
excreção renal. O papel do magnésio na saúde é variado. Participa na formação
de dentes e ossos, ajuda na transmissão de impulsos nervosos, intervém no
relaxamento muscular e na produção de energia celular. Em caso de carência,
verificamos sintomas de espasmos musculares, podendo mesmo alcançar um estado
agravado de contracção generalizada – tetania.
O Cálcio por sua vez desempenha um papel essencial no
organismo humano. Um indivíduo peso médio possui pouco mais de um quilo de
cálcio, do qual 99%, mais ou menos se encontram nos ossos e nos músculos, no
cérebro, no rim, no fígado e sobretudo no sangue.
O destino do cálcio no organismo humano acha-se intimamente ligado ao do
fósforo e do magnésio; o metabolismo desses dois elementos é aliás controlado
pelos mesmos factores: hormonas corticais da -supra-renal, hormonas secretadas
pelos ovários (estrogénios) ou pelos testículos (androgénios) e sobretudo pelas
glândulas paratiróides. A absorção do cálcio ao nível do intestino delgado e
sua assimilação pelo organismo dependem igualmente da vitamina D e da relação
existente entre a quantidade de fósforo e a quantidade de cálcio presentes na
alimentação.
O equilíbrio entre nutrientes é fundamental e o baixo ou
alto consumo de um interfere na disponibilidade de outros. Estudos vêm
demonstrando que o consumo de magnésio está associado a um menor risco de
câncer colo rectal, e que o excesso de consumo de cálcio prejudica a absorção
de magnésio.
Todos sabemos da importância do cálcio e do magnésio para a
estrutura óssea e muscular e fica o destaque para o principal papel que é o de
participarem de forma decisiva na formação de energia A.T.P. cuja enzima
conversora denominada de ATPase é Cálcio dependente. Ficamos também a saber que
o trabalho muscular, qualquer que seja, gasta ATP, assim sendo percebemos bem a
necessidade de termos reservas apropriadas de Ca e de Mg. O magnésio participa
de diversas reacções no nosso organismo, como o metabolismo de carboidratos,
lipídios, proteínas e outros. Além disso, possui uma actuação bastante
contrária ao do cálcio em nosso organismo de tal forma que, quando o cálcio
pode actuar como estimulante, o magnésio pode ser empregado como inibidor e
vice-versa. Sendo assim, o magnésio regula a acção do cálcio e vice-versa.
O magnésio é fundamental ainda para a boa funcionalidade dos
Intestinos, e consequentemente para a manutenção da sua integridade e melhoria
da função de absorção.
Algumas patologias resultantes da “Má Nutrição”:
Talvez estejamos todos de acordo em colocar a Obesidade em primeiro lugar mesmo
não tendo que considerar as estatísticas.
Definir a ”Obesidade” é difícil, mas de forma objectiva
podemos dizer que consiste num acumulo excessivo de tecido adiposo, que resulta
de um excesso de ingestão energética quando comparado com a quantidade de
energia gasta com o metabolismo basal e com a vida de relação.
É um problema de Saúde Pública nos E. Unidos da América e por cá já começa a
preocupar. Principalmente a obesidade infantil, ligada ao fenómeno de depressão
também infantil que parece querermos todos ocultar! mas… nos Estados Unidos
metade da população é já obesa, sim 50% com tendências a aumentar . Durante
muitos anos pensou-se que o tecido adiposo – Adipócitos – era uma estrutura
celular passiva, no entanto hoje sabe-se de forma segura que tem um papel
importante funcionando como células endócrinas, produzindo uma série de
factores que actuam como hormonas (vide desenho esquema) mas também estas
influenciáveis pelas verdadeiras hormonas endócrinas circulantes ( uma parte de
um novo cérebro em descoberta!).
Os Adipócitos, começam a formar-se a partir do 2º trimestre
da gravidez e com maior intensidade, no último mêse no 1º trimestre
pós-nascimento e depois na puberdade, daí entendermos que os factores
nutricionais da Mãe nestes períodos influenciarão decisivamente o perfil de
gordura e massa do bebé e, desse modo a “ fisiologia adipócitária”
A gordura abdominal no homem está principalmente situada na faixa acima do
umbigo e na mulher abaixo, o que faz diferenciar o tipo e localização de dores
nas costas, as “ lombalgias” que atormentam os Obesos.
O Adipócito é um COMILÃO, e metabolicamente activo
secretando substâncias que estimulam o constante crescimento deles próprios,
substâncias que por sua vez interferem no sistema imunitário e hormonal,
fazendo aparecer as doenças da Líbido, Vasculares, Articulares, Depressões e
Músculo-esqueléticas dentre outras…
Na publicação anterior falava-se do papel da Leptina,
proteína responsável pela inibição da fome ou da vontade de comer, “saciedade”,
pois os hormónios do adipócito vão produzir mais Leptina, criando um efeito
antagónico ao de "Resistência", um mecanismo idêntico ao da Insulina
na Diabetes Mellittus, fazendo com que haja cada vez mais vontade de comer!!!,
e por mecanismos paralelos promovem a estimulação do Angiotensinogénio, que
levará irremediavelmente ao aumento da Pressão Arterial; para concluir,
estimula a produção de uma enzima muito poderosa a “ Aromatase” que por sua vez
será a estimulante da produção de estrogénios que na mulher aumentará o risco
de Cancro de Mama e no homem diminuirá a líbido e podendo mesmo provocar a
impotência sexual.
Precisaria ainda de citar a Adipsina que o adipócito fabrica
e poderá estar associada ao desencadear da Diabetes.
Mais um a vez fica o alerta para a constante vigilância e
rigor na nossa conduta alimentar , porque a Industria dos Alimentos Mórbidos(
capazes de provocar doença) e a dos medicamentos não tem qualquer atitude
pedagógica ou profilática antes pelo contrário.
Veja-se o investimneto em publicidade de bebibas, açúcares
lights, fast food etc...
Outras Doenças em que os principais factores desencadeantes
são Ambientais e Nutricionais
Oncológicas – 20 milhões de casos com estimativa de
crescimento acima de 40%até 2020 (OMS).
70% Têm mau prognóstico – morte.
35 % Têm como causa a Mal nutrição e Imunonutrição deficiente.
Estômago – Alimentos Indução da produção de Nitrosamina (potente carcinógénio
), Aines… Mais de 10% de novos casos ano
Fígado – Aflotoxinas , Quimicos…7,5 % de mortalidade de todos os casos cerca de
1,5 milhões de mortes anuais…
A este respeito em específico o uso de aditivos químicos e o má conduta na
indústria alimentar quanto aos cuidados a ter desde o por exemplo considerando
só os cereais , que são uma parte quase que absoluta de toda a nossa cadeia
alimentar, vejamos só este cominho: grãos de cereais = secagem defeituosa
(contaminação por aflotoxinas ou outras micotoxinas)= venda em leilão =
armazenamento por maiores períodos para melhoria de preço = transporte em
contentores ao sol = revenda a outros países a granel = embalagem = superfícies
de venda = promoções = uso em rações animais = em farinhas etc.
As AFLATOXINAS E
OUTRAS MICOTOXINAS provocam uma doença de nome
Aflatoxicose, que é uma intoxicação resultante da ingestão da aflatoxina em
alimentos e rações contaminadas. As aflatoxinas são um grupo de compostos
tóxicos produzidos por certas cepas dos fungos Aspergillus flavus e A.
parasiticus. Em condições favoráveis de temperatura e humidade, estes fungos
crescem em certas rações e alimentos, resultando na produção das aflatoxinas.
As contaminações ocorrem com maior intensidade em nozes, amendoins e outras
sementes oleosas, incluído o milho e sementes de algodão. As principais toxinas
de interesse são designadas de B1, B2, G1 e G2. Estas toxinas são geralmente
encontradas associadas em vários alimentos e rações, em diferentes proporções.
Entretanto, a aflatoxina B1 é geralmente predominante, sendo também a mais
tóxica. A aflatoxina M, o principal metabólito da aflatoxina B1, em animais, é
geralmente excretada no leite e urina de vacas leiteiras e outras espécies de
mamíferos que tenham consumido alimento ou ração contaminada por aflatoxina.
A aflatoxina causa necrose aguda, cirrose e carcinoma do fígado em diversas
espécies animais. Nenhuma espécie animal é resistente aos efeitos tóxicos da
aflatoxina, assumindo-se que os humanos possam ser igualmente afectados. Uma
grande variação nos valores da DL50 tem sido obtida em espécies animais
testadas com doses únicas de aflatoxina. Para a maioria das espécies, a DL50
varia de 0,5 a 1,0 mg/Kg corpóreo. As espécies animais respondem diferentemente
quanto à susceptibilidade à toxicidade crónica e aguda da aflatoxina. A
toxicidade pode ser influenciada por factores ambientais, quantidade e duração
de exposição, idade, estado de saúde e nutricional. A aflatoxina B1 é
potencialmente carcinogénica em muitas espécies, incluindo primatas, pássaros,
peixes e roedores. Em cada espécie, o fígado é o primeiro órgão atacado. O
metabolismo tem importante papel na determinação da toxicidade da aflatoxina
B1. Estudos mostram que esta aflatoxina requer activação do metabolismo para
exercer efeito carcinogénico e estes efeitos podem ser modificados pela indução
ou inibição das funções combinadas do sistema de oxidase.
Em países desenvolvidos, a contaminação por aflatoxina
raramente ocorre em alimentos, ao ponto de causar aflatoxicose aguda em
humanos. Em vista disso, estudos em humanos para se conhecer a toxicidade a
partir da ingestão de aflatoxina, baseiam-se em seu potencial carcinogénico. A
susceptibilidade relativa de humanos às aflatoxinas não é conhecida.
Entretanto, estudos epidemiológicos na África e sudeste da Ásia, onde há grande
incidência de hepatocarcinomas mostram uma associação entre a incidência de
câncer e a aflatoxina contida na dieta. Estes estudos, contudo, não provam
ainda, uma relação de causa/efeito, mas sugerem a associação. Além de sua
associação com doença do fígado, as aflatoxinas podem afectar o rim, baço e
pâncreas.
Há várias micotoxinas com propriedades tóxicas aguda, sub
aguda ou crónica que podem produzir doenças no ser humano. Por serem
resistentes ao calor representam um grande risco quando presentes no alimento.
Efeitos agudos de gastroenterites podem ser identificados; contudo os efeitos
crónicos resultam de ingestão moderada e ao longo do tempo, dificultando o
reconhecimento da associação entre a toxina e a doença.
A ochratoxina A é nefrotóxica e carcinogénica, podendo estar envolvida em
nefropatias endémicas, em neuropatia intersticial crónica que tem sido
associada a tumores de tracto urinário. As fumisinas, presentes em produtos à
base de milho, têm sido associadas ao cancro do esófago. Outras variedades de
micotoxinas podem provocar alterações hormonais tipo hiper estrogénicas ou
dores de cabeça, alergias, redução da imunidade, dentre outros danos.
Cabe destacar que a denominação "aspergilose" é
dada para designar uma síndrome clínica pulmonar, crónica, causada pela
inalação de ar contaminado por várias espécies de Aspergillus. A aspergilose
invasiva pode ocorrer, principalmente em pacientes que estejam recebendo
terapias cito-tóxicas ou imunosupressoras.
Estes organismos podem ainda infectar locais de implante de
próteses (válvulas cardíacas) bem como provocar micoses no ouvido interno e
infecções para-nasais.
Modo de transmissão - ingestão de alimentos contaminados com aflatoxinas e
outras micotoxinas (forma alimentar) ou aspiração de Aspergillus (forma
pulmonar).
Susceptibilidade e resistência - a ampla distribuição do Aspergillus e a
ocorrência esporádica da doença parece apontar para uma alta resistência dos
seres humanos, no que tange à forma pulmonar. Humanos e animais são
susceptíveis aos efeitos agudos da aflatoxicose, sendo que a probabilidade da
exposição a níveis altos de aflatoxina é remota em países desenvolvidos e
especialmente onde há controle sanitário dos grãos. Em países não
desenvolvidos, a susceptibilidade em humanos pode variar com a idade, saúde e
níveis e duração da exposição. A crise económica ajuda a ocultarem-se e
fugir-se ao controle fitossanitário, daí a necessidade de VIGILÂNCIA RIGOROSA,
ver origem, marca, procedência, lotes, validades e etiqueta de embalagem.
Alimentos associados - a aflatoxina tem sido identificada em milho e seus
derivados, amendoins e seus derivados, sementes de algodão, leite e nozes como
no caso do Brasil - pistachos e nozes brasileiras, pecans e outras espécies.
Outros grãos e nozes podem ser susceptíveis, mas menos predispostos à
contaminação. Há vários procedimentos químicos para identificar e mensurar as
aflatoxinas nos alimentos. Outras micotoxinas são encontradas também em grãos,
no café, tomate, uva, etc.. Recomendação higiénica será a de Yanganizar todas
as sementes que comemos
Mama – é a 3ª neoplasia mais comum no mundo e representa mais de 9% dos novos
diagnósticos, também aqui a nutrição tem papel relevante para o bem e para o
mal e já vimos como a má nutrição pode estar na Oncogénese Mamária.
Cólon e Recto – 4ª neoplasia mais frequente a nível mundial,
sobrevivência em cinco anos está entre
50 a 60 %. Leite de vaca, carnes, peixes, aperitivos, mal conservados
Efeitos do Leite de Vaca - Células Somáticas x qualidade do
leite - Reflexões
Já muito se tem falado sobre a controvérsia do uso de leite
de vaca ou não, se devemos substituir o consumo de leite e derivados de vaca
por outros específicamente de cereais como a Soja, Aveia, frutos secos com
nozes , amêndoas ou outros...
Vou apenas dar o meu ponto de vista, com o devido respeito a todops as
correntes teóricas e académicas sobre o assunto.
Julgo que seria uma vantagem para a saúde pública se as pessoas deixassem de
consumir leite de vaca e passassem a consumir leite de soja ou de aveia ou de
outros cereais, pois está mais do que provado que estes são mais saudáveis do
que aquele e têm a vantagem de não conter substâncias nocivas (vacinas,
hormonas, antibióticos, etc.) que levam a vários problemas de saúde,
principalmente nas crianças, além de que muita gente é alérgica à lactose.
Há muita desinformação a este respeito e tudo tem a ver mais com interesses
económicos e não de saúde, tal como acontece com tantos outros produtos ou
alimentos prejudiciais ao ser humano que no entanto são consumidos diariamente.
Pela legislação comunitária, são permitidas cerca de 700.000 células somática
no leite, o que traduzindo são células de toda a espécie que são aspiradas na
teta da vaca mesmo com feridas e ou usando antibióticos, ou seja, células
somáticas = Pus.
Dai a designação de UHT nas embalagens, Ultra Hight Temperature. Quanto de
constituintes essenciais são perdidos neste processo de altíssima temperatura?
E é-lhes permitido usar o mesmo processo até 6 ou maisvezes quando o leite
estiver com o prazo de validade a chegar ao fim, ou seja, permitem que aquela
embalagem tetrapack, vá à fábrica ferver até seis vezes!!!
Então o leite é rico em cálcio, e porquê acrescentar cálcio, e vitaminas e
fazer leite para mamãs etc.… Indústria Alimentar claro.
Portanto, o leite de vaca talvez não seja afinal um "bem essencial"
como parece. Eu diria antes que seria um bem para a saúde pública se as pessoas
deixassem de consumir leite de vaca e passassem a consumir leite de soja, pois
está mais do que provado que este é mais saudável do que aquele e tem a
vantagem de não conter substâncias nocivas (vacinas, hormonas, antibióticos,
etc.) que levam a vários problemas de saúde, principalmente nas crianças, além
de que muita gente é alérgica à lactose.
Devemos ler bem a rotulagem e verificar realmente quanto ingerimos e de quê?
Há muita desinformação a este respeito e tudo tem a ver mais com interesses
económicos e não de saúde, tal como acontece com tantos outros produtos ou
alimentos prejudiciais ao ser humano que no entanto são consumidos diariamente.
A verdade é que... "o leite de vaca é um alimento para bezerros, que
contém uma gama ampla de substâncias inconvenientes ao organismo humano, e o
seu consumo prolongado tem mesmo um efeito cumulativo prejudicial. Com 59
hormonas activas, vários alergénios, gordura e colesterol, a maior parte
produzida mostra ainda quantidades mensuráveis de herbicidas, pesticidas, dioxinas
(até 2.200 vezes o nível aceitável)", podendo mesmo conter substâncias
radioactivas entre outras como o factor IGF-1 (Insulin-like Growth Factor One -
Factor de Crescimento similar à Insulina) que é idêntico entre vacas e seres
humanos. Segundo especialistas em Medicina, "o IGF-1 é um factor-chave na
aceleração do crescimento e na proliferação dos cancros da mama, da próstata e
do cólon".
Também é sabido que os produtores incluem hormônios na alimentação das vacas
leiteiras para elas darem 10 vezes mais leite do que seriam capazes (ficando
muitas vezes a sangrar cheias de dor e sofrimento), tornando ainda mais
prejudicial este alimento que não é próprio para o homem. Veja a embalagem no
seu fundo , o nº que faltar é a série a que pertence, mas como esta informação
começa a ser do domínio público já vão alterar a metodologia passando para
quadradinhos coloridos!!...
Portanto, o leite de vaca talvez não seja afinal um "bem essencial"
como parece, antes pelo contrário. De resto, até nos fizeram acreditar que se
não bebermos muito leite não teremos cálcio suficiente para os ossos. Mas aqui
também uma pergunta se coloca: onde é que as vacas arranjam cálcio para terem
ossos tão grandes?, nas plantas! Pois são estas que fornecem boa quantidade de
cálcio e magnésio, sendo este mineral fundamental para a absorção e fixação de
cálcio no organismo.
O cálcio do leite de vaca é basicamente inútil. Doutro modo não se compreende
porque é que se passou a adicionar cálcio nas embalagens do leite de vaca...
E porque é que sendo os animais tão inteligentes em relação ao natural, não
mamam até à velhice? Os bezerros vão para o pasto ganhar centenas de quilos, o
hipopótamo também, as baleias também, não conheço nenhum mamífero que mame até
caírem os dentes, só o Humano, a resposta deve estar no sabor financeiro.
Está a ser provado que é o excessivo consumo de leite e derivados de vaca e da
carne vermelha, que são responsáveis pelo estimulo das aptoptoses que excitam o
crescimento celular anormal que é o mesmo que falar em cancro no homem
(próstata) e na mulher (mama).
Prova-se também actualmente que o leite animal pode provocar alteração do PH
sanguíneo, acidificando-o e favorecendo assim o desenvolvimento das células
cancerígenas, sua aglutinação e metastização.
Finalizo deixando votos de boa Leitura, e que as escolhas alimentares sejam
sempre saudáveis.
Referências bibliográficas deste Trabalho:
Biblioteca de Jorge Pestana
Saberes de Jorge Pestana.
Nutrição Clínica, Dr.ª Helena Saldanha
Compilações Roche Farmacêutica.
Fundamentos da Medicina Chinesa, Dr. Giovanni Maciocia (
Roca Editora)
Diagnóstico na Medicina Chinesa, Dr. Giovanni Maciocia. (
Roca Editora )
A Medicina Chinesa, Angela Hicks
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Quinta-feira, 7 de Maio de 2009